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4 de outubro de 2013

A Morte nas mãos de uma Mulher


Regedor Indulgente, mulher inteligente
Com a batuta dos teus dedos
Faz o mar se acalmar, um homem flutuar em pensamentos
O sol enxugar as lágrimas no teu corpo quente
Um mortal se tornar poesia no colo do teu seio
Tua voz atiça as cordas vocais de um violino
E do estupefato rabecão
Regedor insolente, mulher prepotente
Com a labuta dos teus precedentes
Levantas o coral das torturas
Emudeces um homem que te implora na loucura
Teces as fibras da nudez e te faz transparente ao olhar da embriagues
Silencia a platéia dos amantes desesperados
A ópera de um opróbrio desgraçado
No púlpito da benevolência
No ato do pecado da adolescência
O infinito são as notas por ti levianas
Lançadas aos teus pés um homem se proclama
Na ira da tua impaciência
A valsa se despede das tuas mãos e termina
Reges a vida de um homem que por ti se suicida.


Marcelo Zacarelli
São Paulo, Janeiro de 2011 no dia 10