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21 de junho de 2015

Quiça


Todo poema morreu
Todas as flores feneceram
Quiçá, o meu coração...

Súbito prelúdio que me acometeu
Se o que tenho é meu
Não dou a ninguém
Dentro de um ataúde eu escondo
Da carne ao pó,
Da alma a subtração

A sínica solene da minha despedida
Não reclame aos mortos
As estrofes perdidas...
Em cada lápide uma história
Onde começa como termina
Tudo tem um fim;
A morte, a vida, a poesia...

Mesmo que a morte
Me esqueça por uma vida
Viverei intensamente para você
Todos os meus fatídicos dias
Meu amor; por mais que não me queiras
Não podereis dizer
Quiçá, o meu coração.

Marcelo Zacarelli
São Paulo, 08 de Janeiro de 2015
(Bairro Pinheiros)