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11 de outubro de 2012

Taça Quebrada

Izabela e Sandro Márcio
Recolhes em uma taça
Minhas lágrimas choradas por ti
E embriagas por ti mesmo
Em outros lábios que riem de ti
Bebida amarga
Que dos meus olhos saltam
Tão doces como o mel
Por tua boca recolhida
E ao mesmo tempo repartida
Mulher alheia, mulher adúltera...
Dividem a mesma dor
A mesma taça prostituída
Cada gole que escorrega pelo chão
Sentimento espatifado
Lá se vão meus pedaços
Meu corpo como o vidro vulnerável
Mistura se ao pó da ingratidão
Talvez este meu corpo
Irrecuperável pelo medo
Volte a se compor com o tempo
Mas as lágrimas que por ti derramada
Elas não voltam jamais
Uma vez por ti esquecida
Causaram-me feridas
Dos meus olhos não bebes jamais
Até que juntes os pedaços do meu corpo
E cicatrize as feridas do meu rosto
Não haverá mais lágrimas
Por ti derramada
Nem haverá mais taça
Que por ti foi quebrada.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Maio de 2002 no dia 28 / Itaquaquecetuba (SP).