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3 de março de 2013

Utopia da Minha Vaidade

Jim e Pamela

Tem dias que tenho vontade de correr na chuva
Tropeçar com as pernas do meu coração
Cair de peito em uma poça d’água;

Tem dias em que me sinto o lodo da lama
Vejo a vida escorrer por entre os dedos
À tarde de uma primavera ceifar meus pensamentos...

Tenho por mim que o sol há de enxugar uma lágrima
Pois a maioria delas desceu pelas enxurradas
A maquiagem da saudade se desfez em solidão;

O tom laranja do céu faz da tarde quase uma emboscada
A vida me lançou em rapel, a morte me esperou na topada...
Nem a um, nem a outro; Por ora não me faz falta.

O tempo estia e seca a nudez dos meus olhos
Suborna o suor da longínqua estrada...
Estou perdido e que ninguém me encontre; Utopia desta minha vaidade;

Tem dias que quero a noite só pra mim
Escura, deprimida, repleta de solidão...
No calabouço obstinado da minha repugnância.

Tem dias que morro no amanhecer de um dia
Mas a chuva cai e levam as rugas do meu rosto
Sou jovem demais para renunciar a vida.


Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Tucuruvi, São Paulo, Março de 2013 no dia 01.