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3 de março de 2013

As Flores de Aço


O sol vestiu-se com um manto negro
Febril, escondeu o rosto, queimou por dentro...
Envergonhou-se da luz do dia
De tão cinza lacrimejou sua ira.

Nos campos de Plaszow um anjo
As flores de aço inofensivas
Calvário incalculável de seus caules
Amordaçados por nazistas homicidas.

Exalam seu fedor a Deus as suas narinas
Condenam a terra o seu sangue precioso
Homens e crianças sem rosto
Pétalas asfixiadas; Carnificina.

Um dia, porém o sol há de romper a escuridão
E a noite como mãe dará a luz o dia
A esperança há de brotar nos campos de concentração
Na lápide descansa a rosa; No rol as rubricas da vida.

Podaram do jardim as mais belas flores
Mulheres e crianças Judias...
Talmude que carregam suas dores
Em Auschwitz a vida está de partida.

Mas há um tempo em que a vida suborna a morte
Um anjo travestido de demônio...
Coube a um punhado de rosas tamanha sorte
O legado de um homem que acreditou em seus sonhos.

“Em homenagem a Oskar Schindler e aos mais de mil Judeus salvos em sua lista”

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Village, Fevereiro de 2013 no dia 24.