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4 de abril de 2009

Rua da Saudade sem Número

Paloma Cristina














Deveras eu aqui
Jogando palavras ao vento
Inquieto aos olhares diversos
Mas estou aqui
Quem há que possa me querer?
Meus olhos vêem o que querem ver
Meu desespero, meu sofrer...
o quero pra mim a saudade
Matá-la faria de mim um assassino
Este crime até que cai bem
A quem viveu um grande amor
Mas eu não vivi um, e sim quatro...
Quanto à solidão dei rasteira
E tripudiei-a algumas vezes
Mas estou aqui
Quem há que possa me querer?
Quem arriscaria a perder
Ou amar, se entregar, se envolver?
Todos os dias deveras estou aqui
Mas não quero pra mim a tristeza
Arremesso-a longe de mim
Porém são como palavras ao vento
Retornam e não as posso evitar
Mas se alguém que esteja perdido
Desiludido, e na vida quiser dar um tiro!
No coração de um homem
Que escreve esta dor
Todos os domingos pela manhã
Na rua da saudade sem número
Deveras estarei aqui.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Village, Janeiro de 2009 no dia 13.