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4 de outubro de 2013

O Mesmo Destino


Porque escraviza nossas almas...
Cearemos nossas indiferenças
Quando o vento sopra fogo
No meu seio arde sem remorsos;
A culpa da saudade como herança
Que farta nossos dias de anseios
Estamos fadados ao mesmo destino
Cortes e cicatrizes desenham as nossas peles
Deixe-as a mostra das testemunhas inócuas
Guarde dentro de ti apenas teu segredo;

Eu sem saber se ainda vivo
Caminho sozinho contra o vento
Porém me esqueço dos teus beijos
Carrego-os apenas em meus pensamentos;
Onde foi que nós erramos...
Se ainda há tempo para nos reerguermos
Façamos agora
Ou cortamos da carne a dor em que sangramos
É certa a morte o fim de que calamos
Apressas-te, pois desconfio que só ou juntos
Estamos fadados ao mesmo destino.


Marcelo Zacarelli
Village, Novembro de 2012 no dia 29