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3 de outubro de 2013

Meu Crime


Pudera recorrer da sentença
Quisera se tivesse à certeza
Que ao julgarem este meu coração
Não encontrassem beleza
Nem tão pouco a condenação.

Meu corpo violentado no pecado
Pelo ato consumado de meus pais
Flagelado pelo mal
Perante este tribunal
de juízes desleais.

O tempo como advogado de defesa
Marcou meu rosto
Com rugas desnecessárias
De certo que o meu crime
Era amar quem não merecia
E acabei nesta solitária.

Ainda tenho a dor a meu favor
Que simplifica minha maneira de sofrer
Por não se ter identidade própria
Sempre joga pra perder.

Se acaso for absolvido
Não me tapem os ouvidos
É preciso ouvir a acusação
Testemunha dos gemidos
Em voz alta do meu coração.

Marcelo Zacarelli
Itaquaquecetuba, Agosto de 2002 no dia 26