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3 de outubro de 2013

Conjectura Leviana


Hoje acordei pensativa, talvez duvidando da minha própria imagem 
Ao olhar no espelho da imaginação...
Procurei-me dentro de mim e me encontrei 
Em um semblante sincero e sofrido 
Que apesar de abatido, brilhava como luz intensa
Então me perguntei? O porquê desta tua conduta leviana...
Quando atentaste perante o tribunal da ilusão
E fizeste um pré julgamento em tua consciência 
E não te importaste com meu direito de defesa...
Ao contemplar o meu semblante, diga-me
O que é que os teus olhos lhes traduz?
Por ventura acreditas tu o que vês em tua frente?
Como podes, pois julgar a beleza de uma rosa
Sem ao menos primeiro sentir o seu perfume?
Não reconheces o ouro quando pisa teus pés
Por não teres a capacidade de antes poder lapidá-lo
Deixando o brilho escapar por tuas mãos...
Quem és tu que observas aparências?
Ou tens a soberba em teu peito a ponto de dizer em tua jornada
Que conheces o segredo do coração de uma mulher...
Então diga-me... O que sinto quando olhas em meus olhos?
Quando toca a ferida do meu corpo?
Com toda tua experiência não ouvistes dizer
Que o caráter é a porta voz da razão?
Colocastes-me diante de falsos juízes recém formados na escola da vida
E entregastes-me nas mãos de promotores desonestos 
Quais colecionam derrotas em seus questionáveis currículos
Não reconhecidos perante a sociedade da razão...
Mas como advogada de defesa apresentei a ti a transparência de minha alma
E não encobri da tua visão o que vestia o meu exterior...
Porém na tua indulgência, não deste a ti mesmo 
A oportunidade de buscar no mais profundo oceano do coração de uma mulher
As chaves para abrir um baú de sonhos...
Não acreditastes em teu potencial ao ignorar a tua própria reputação!
Planejastes um cortejo fúnebre em teus pensamentos
A menos que tenha enterrado a ti mesmo em tua própria concupiscência...
Lembre-se ao entrar em juízo pela aparência de uma mulher
Por mais que se tenha uma promotoria competente
Baterás de frente com a derrota
Saberás que jamais poderão condenar o sentimento de uma mulher...
Por não terem provas o suficiente
E mesmo que testemunhassem falso!
Não podeis entrar dentro de um coração 
Para o julgarem o que ele sente
Se passares por mim e não me veres
Não volte a procurar por mim novamente
Eu estarei escondida
Nos mínimos detalhes
Ignorados pela pobreza dos teus olhos.

Carta a um advogado que desfez do sentimento de uma mulher.
Homenagem á Cremilda Ribeiro.

Marcelo Zacarelli
Itaquaquecetuba, Abril de 2002 no dia 18