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4 de outubro de 2013

Átrio da Demência


Espera encontrar-me no átrio da demência
Tu profanas no escândalo da concupiscência
Vara-me com pensamentos inescrupulosos
Ridiculariza-me com teus anseios
Despista as minhas intenções
O inferno está a um passo da irracionalidade
Sorte é estar despido da tua imprudência
Os teus olhos que repugnam as minhas defesas
As teias da tua indolência equilibram meu sofrer
Espera encontrar-me a beira da loucura
Do precipício dos prazeres
Faz-me escalar os degraus da tua carne
E descer o rapel da indecência
Imaginar que posso fugir é utopia
Gritar na surdez da esquizofrenia
Subestima o predador a sua presa
E debocha da tua caça abatida
Maquiavélica rege os meus movimentos
Meus tormentos e fraquezas
Não mais tornarei a ser eu em sã consciência
Uma vez que provastes do meu amor
No átrio da demência.

Marcelo Zacarelli
São Paulo, Janeiro de 2011 no dia 10