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25 de novembro de 2009

Pobre Mortal que Sou

Fernanda Villarim

Zomba de mim abandono
Pelas noites de sono
Pelo sonho que sonhei
Um pobre mortal
Que adormece neste frio de junho
Que a noite o aprisiona de desejos
E lhe farta de anseios
Zomba de mim por que mereço...
Pretensioso é seu coração
Pobre mortal que sou
Porque me submetes ao delírio
De pensar que posso te possuir?
A noite rouba-me a consciência
E dilacera-me de terríveis enganos
Enfarta-me, ó noite por enquanto
E leva-me a vida pra bem longe
Antes que o sol venha me despertar
Zomba de mim abandono
Neste junho de outono
Porque me casei
Um pobre mortal
Com a Fernanda dos meus sonhos.


Marcelo Henrique Zacarelli
Village, Maio de 2009 no dia 25