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22 de novembro de 2009

Jamais Poderei Viver Sem


Por elas fui amado
Por elas fui odiado
Desde o ventre
Lá estava de uma delas
O leite matou-me a fome
Do animal sagrado
O leite que descansa no saco
Brotado quase que por acaso
No útero de uma delas
Separo-me pela primeira vez
Acasalo-me e desconfio
Que jamais poderei viver sem
O leite já não é preciso
O sexo me faz bem
Logo haverá outro entre nós
Amado e odiado como eu
Outras virão com certeza
E jamais poderei me libertar
Extirpar-me-ei dos seios
De quem me deu a vida
Uma delas a qual se sentiu traída
Como a preço de vida
Por ela também fui traído
Separo-me pela terceira vez
E desconfio que jamais poderei viver sem.


Marcelo Henrique Zacarelli
São Paulo, Abril de 2006 no dia 16