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30 de agosto de 2008

SOU VOCÊ


Sou uma luz no infinito
Um chamar cansado
De um estridente grito
Que se perde no ecoar de um vazio ;

Sou uma chama quase acesa
De brasas regadas de amargura
Sou o pranto do orvalho
Sou singelo de ternura
Um pequeno grão de areia
Entre a multidão das incertezas ;

Sou o sábio que aprende dentre os tolos
O rebelde que desafia cada entardecer
Aquele que escolhe no final de cada dia
Entre viver ou morrer ;

Sou o coração que sangra e pulsa no peito
Que caminha em estradas largas
E repletas de estreito
Sou pequeno perdido na grandeza de um sonho
Um carinho esquecido no acalento de um tolo ;

Sou o desespero das mãos quando
Busca alcançar um desejo traído
Alma descoberta entre os seres desiludidos
Alma sedenta em busca de você meu abrigo .

Escrito por zacarelli 06/agosto/2001
Itaquaquecetuba (sp )