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30 de agosto de 2008

SINTO INVEJA DAQUELA MENINA



Ela morava num vilarejo,
na pacata periferia
Onde a noite era criança,
e de dia nada fazia
Era morava num cortiço,
humilde todavia
Onde o sol dormia de noite,
Onde a lua cochilava de dia
Ela morava na rua estreita,
Paralela com a ferrovia
Onde o trem apitava de longe,
Quebrando o silêncio da monotonia
Sinto inveja daquela menina,
Do casebre que ela escondia
Por dentro era saudade, por fora cortesia
Ela morava debaixo de um teto,
pouca mordomia
Balançava na rede acanhada,
Debaixo da árvore sombria
Pouco se ouvia sua voz,
Do silêncio que emudecia


Daquela singela menina,
Sentada na beira da via
Sinto inveja daquela menina,
Solitária sobrevivia
Sinto falta da sua bravura,
Sinto inveja da teimosia
A madrugada era tão fria,
Pouco se resistia
Quase não se dormia de noite,
Do cachorro que latia
Sinto pena daquela menina,
Que muito se oferecia
Sinto saudade daquela menina,
Ressentimento no teu peito que sentia
Ela morava num vilarejo,
Ao lado da rodovia
Sobre a chuva que caia,
Dentre a letra da poesia
Sinto inveja daquela menina,
Mesmo fora de sintonia
Sinto falta daquela menina,
Das palavras que ela me dizia
Sinto pena daquela menina,
Ora deixa de heresia .

Escrito por zacarelli 17/setembro/2001

Itaquaquecetuba ( sp )