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30 de agosto de 2008

TREM DA DESPEDIDA



Nos trilhos da desiludida vida
Destoa meu coração
Entrelaçados como pau
Nas vias desta ferrovia
Meu orgulho mergulha
No cascalho frio deste chão.

Nos trilhos deste amor doente
Grita em silêncio no peito
A dor que lhe é sentida
Como noiva arrependida
Ou como viúva ausente
Que parte de seu leito.

Nos trilhos do cansado coração
Assim se vão os anos
Assim se vai a vida
Como o sonho que se acaba em vão
Ou alguém que perde seu grande amor
E descarrila seu último suspiro
O trem da despedida.

Escrito por Marcelo Henrique Zacarelli

27/junho/2008 Arujá ( sp )