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2 de dezembro de 2008

O DOCE DO FEL É O AMARGO DO MEL



Pintei teus lábios profanos
Com tintas aborrecidas de amargura
Te confundi com a ternura
Com os pecados de meus anos...
Eu te pintei loucamente
No quadro de um eloqüente
De sorrisos perdidos em vão
Na borra severa do zarcão...
Eu quis te imaginar por inteiro
Na tela selvagem do meu olhar
Quis pecar, tocar, me perturbar!
Este artista é mesmo um insano
De olhares guaches que sofrem este pano...
Lamento se minha alma adsorve
Pela minha veia incólume
Ao me confrontar com a tinta
Do amargo ilusão da retina...
Estou em decline com a criação
Deste estúpido poeta Platão
Desvia me o pincel por um momento
Ludibria a vaidade do meu pensamento
Entorpecido por um lábio que não é meu
Fernanda não és minha...
És pintura fraudulenta de um réu
És um doce de um fel
És amargo de um mel.



Escrito por Marcelo Henrique Zacarelli
Dezembro de 2008 no dia 01

Village Itaquá