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30 de agosto de 2008

LONGE DO TEU AMOR



Pobre carvalho que sou
Cortas-me ao fio do machado
Não reclamo, e de dor
Inflama meu corpo
Seco e solitário
Pobre carvalho
Os verdes dos teus olhos
No outono se perderam
E a vida deste miserável
Desarraigou pela raiz.

O corpo que tomba ao chão
Aquecerá algum coração ?
Por que longe de ti
Não há mais razão
Pobre carvalho que sou
Corta-me depressa
E a dor que me é sentida
Deixará-me de uma vez
O solo que me abrigou
É manancial de lágrimas
Pobre carvalho que sou
Longe do teu amor.


Escrito por Zacarelli 28/junho/2008

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