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30 de agosto de 2008

TEU ANDAR



Basta você chegar!
E teu andar para o que quer que mova;
A passarela estática desacredita;
Imóvel estende o tapete do frio concreto
só pra ver você passar;
As escadarias ensaiam no mais
Diverso som, as notas
musicais dos teus saltos;
E os olhos curiosos das
mais diversas cores;
Contemplam-te que por
mais alguns segundos;
de queixos caídos olham
para si na esperança
De encontrar teu requebrado;
Se bem que na silhueta
Alheia hão de encontrar
Um pouquinho de ti; mais não como
No encantar de uma valsa;
No vai e vem dos teus quadris;
Perdem-se os olhares dos mortais
Apartam-se os gramados;
Retiram-se os pedregulhos
Insignificantes, desviam-se as possas;
Contornam-se as vias, todos te seguem
Pela esquerda ou pela direita;
Quando você passa o
tempo parece parar;
O vento certamente te
Acompanha, soprando
Em teus cabelos querendo
Olhar-te em segredo;
Quando você passa;
Teu andar para;
o que quer que mova.

Escrito por Marcelo Henrique Zacarelli
Agosto de 2007 no dia 22